
Aqui está Assma, irmã de meu pai, mas para nós era a Mamãe "A", a dona e senhora do Barracão.
Barracão era o modo carinhoso como era chamado o apartamento dos meus tios em Ipanema. Ficava na esquina da Aníbal de Mendonça com a Visconde de Pirajá, com o Armarinho Barcellos em baixo. Nossa!!!!! Como era mágico!!!!! Lembro-me de cada detalhe daquele apartamento, de cada cômodo, de cada fato que presenciei e de cada aventura que vivi. Até o banheiro de empregada tinha seu encanto e era um grande encanto! Eu o adorava, com suas revistas antigas ( tinha até revista em árabe!) com o seu piso de pastilhinhas brancas... .Até o cheiro daquele apartamento era diferente e só característico dele. O leite era delicioso, o pão tão diferente e os almoços eram especiais. Tínhamos um caminho secreto que nos levava do apartamento para o armarinho sem passar pela rua. Era o máximo! E que coisa interessante era jogar o lixo embrulhado em jornal na lixeira! Ficávamos esperando o barulho que ia fazer quando batesse lá em baixo. E os carnavais então?! Era um mundo encantado para mim. Olhando da janela ou passeando pelas ruas vendo todas aquelas crianças fantasiadas e eu também desejando uma daquelas, mas nunca pedindo a minha mãe. O Armarinho era do meu tio, casado com a irmã de meu pai e ele era lindo com tantas máscaras penduradas, sacos de confetes, rolos de serpentinas com uma magia e um encanto que nunca mais senti igual, talvez parecido, mas igual, nunca! Iamos à praia, ao cinema, mas nada se comparava ao que eu sentia ali dentro do apartamento. Ficava esperando com ansiedade o dia em que iríamos para a casa da “Mamãe A” e do “Papai A”, que era como os chamávamos, para passar uma parte das férias. E que férias sempre foram aquelas!!! Quando eles venderam o apartamento para irem para um outro maior, logo ali na Visconde de Pirajá, fiquei com muita pena. Ele era maior e mais bonito, mas não tinha o mesmo encanto, o encanto que ficou lá naquela esquina!
2 comentários:
Eu infelizmente não conheci o "barracão", mas o apartamento de Niterói eu conheci!!!! E não sei se é genético, mas me lembro de todos os detalhes desse apartamento tbm, e dos detalhes da viagem... Acho que a a Mão A, para mim Vó A, que dispertava isso na gente... Só pode ser, né? O vô já era perfeito, imagina a sua versão feminina????? Putz... Não tem nem adjetivo... :)
Beijosssssssssssssssss
Eu disse mão A??? haiuahuihauiahuiahiuahuiahua
Seria Mãe A, tá???
Beijos
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