quinta-feira, 16 de julho de 2009

AS ALMAS NAS ASAS DAS BORBOLETAS

Dizem que a alma de quem morre está nas asas das borboletas, que voam livremente e são tão coloridas, leves e lindas. Mas porque será que está cada vez mais raro ver uma borboleta?Onde estarão as almas? E as borboletas? Tão prazeroso ver uma borboleta voando fazendo zigue-zagues pelo espaço, parece mesmo uma alma flutuando na plenitude de sua liberdade. Liberdade de tempo, espaço e massa, liberdade de compromissos, de rotinas, de decepções e de dificuldades. Leve como uma partícula de poeira ou uma pluma ao vento. Onde estarão as borboletas ? E as almas, então? Terão escolhido outro meio de flanar livremente ou simplesmente não estão mais em lugar algum? A idéia de que possam evoluir livres e leves nos é tão bem-vinda que é difícil aceitar que elas não estejam mais por aqui.Tanto borboletas como almas. Onde será o lugar em que borboletas e almas estarão? Onde podemos vê-las tão plenamente? Como serão as borboletas que levam as almas?Serão todas ou só algumas privilegiadas? Se assim for, então está explicado porque elas estão tão raras, mas se assim não for, se as almas não escolhem determinadas borboletas,então,temos que descobrir onde estão as borboletas. E as almas? O que escolheram para flanar? Não. Prefiro pensar que elas estão só esperando as lindas e leves borboletas e que elas, as borboletas, estão sim, por aí, porém nossos olhos é que se desacostumaram de vê-las e aí elas parecem não existir. Mas não, elas estão aí sim, com certeza estão. Elas existem assim, como tenho certeza, as almas também existem. Temos que acostumar novamente os nossos olhos a verem a beleza, a leveza e a plenitude. Aí sim estaremos aptos a ver de novo as borboletas e- quem sabe?- as almas também.

Um comentário:

Leca disse...

Amei esse texto!